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A máscara surge como objeto ritualístico ainda na pré-história, representando, muitas vezes, figuras e mitos da natureza. Rituais e cerimônias religiosas utilizavam a máscara como objeto sagrado e de comunicação espiritual, em um contexto ritual a pintura facial pode, também, ser entendida como máscara ritual.
Os egípcios criavam máscaras funerárias, como a do faraó Tutankhamon, datada do século XII a.C. Na África, máscaras eram utilizadas em rituais, danças e cerimônias e constituem, de modo geral, um laço entre o mundo humano e o espiritual.
O uso da máscara como elemento cênico surgiu no teatro grego, por volta do século V a.C. O símbolo do teatro é uma alusão aos dois principais gêneros da época: a tragédia e a comédia. A primeira tratava de temas referentes à natureza humana, bem como o controle dos deuses sobre o destino dos homens, enquanto a comédia funcionava como instrumento crítico.
No Japão do século XIV, através do teatro Noh, máscaras eram utilizadas como recurso cênico, dramatúrgico e estético. A partir do século XV, a Commedia dell’arte populariza o uso da máscara através de um teatro popular, improvisado e cômico.
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